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Passeio de lancha no Rio Aporé

Corredeiras, remansos e mata na margem: o rio que separa Goiás de Mato Grosso do Sul visto de dentro da água.

Atualizado em 08/10/2026

Depois da lagoa termal, o passeio de lancha no Rio Aporé é o programa mais pedido por quem visita Lagoa Santa. O rio tem cerca de 200 km, leito rochoso, trechos de corredeira e longos remansos de água calma, e forma a divisa entre Goiás e Mato Grosso do Sul. Não existe uma operadora formal de turismo náutico na cidade: o passeio é contratado com pousadas e barqueiros locais. Este guia explica como fazer isso, o que esperar e como se cuidar.

Como contratar o passeio

O caminho mais seguro é perguntar nas pousadas da Avenida Ulisses Guimarães, a rua que dá acesso à orla do rio. Os donos conhecem os barqueiros da cidade e costumam intermediar o passeio ou indicar quem faz. A Pousada Sakura, no telefone (64) 3640-1119, é uma das referências para quem quer rio e pesca. Outra fonte é o CIAT, centro de informações turísticas, no (64) 3640-1224.

Ao combinar, deixe claro:

  • quantas pessoas vão (a lotação da lancha é limitada e os coletes precisam ser suficientes);
  • se a saída é do porto da cidade ou de outro ponto do rio;
  • o horário de saída e a duração aproximada;
  • se o valor é por pessoa ou por lancha, e se inclui combustível;
  • se haverá parada para banho ou pesca.

Não há tabela de preços pública. O valor varia conforme a distância percorrida, o número de pessoas e o combustível do dia; peça um orçamento fechado antes de embarcar.

Rio Aporé ao amanhecer, com mata nas margens, em Lagoa Santa, Goiás
O Rio Aporé nas primeiras horas do dia: água lisa e luz baixa, o melhor cenário para o passeio.
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O que se vê pelo caminho

O Aporé, também chamado de Rio do Peixe, é um rio de leito rochoso, com margens cobertas de mata ciliar. A lancha alterna entre remansos, onde a água fica lisa e reflete a vegetação, e trechos de corredeira, onde o piloto reduz e contorna as pedras. É comum ver garças, martins-pescadores, biguás e, nos barrancos, capivaras. Nos remansos mais rasos a água é clara o suficiente para enxergar o fundo de pedra.

Um detalhe que poucos visitantes sabem: um canal leva o excesso de água da lagoa termal até o rio. Dependendo do trecho, o barqueiro mostra onde essa água morna entra no Aporé. No sentido contrário, rio abaixo, o Aporé segue até desaguar no Rio Paranaíba, e o trecho de divisa é marcado por pontos conhecidos dos pescadores, como o distrito de São João do Aporé e, bem mais adiante, a Ponte de Porto Alencastro, já no município de Paranaíba (MS). Nem todo passeio chega tão longe; isso depende do combinado.

Quanto tempo dura

A duração varia conforme o roteiro combinado. Passeios curtos, de contemplação, giram em torno de uma hora; roteiros com parada para banho em remanso ou pescaria podem tomar a manhã inteira. Combine antes o tempo total e o horário de retorno, principalmente se houver crianças a bordo ou se você pretende voltar para a lagoa termal no mesmo dia.

Segurança no rio

Colete salva-vidas para todos, sem exceção. Se o barqueiro não tiver coletes em número suficiente, não embarque. Crianças usam colete do tamanho certo, com fecho entre as pernas.

  • Nível do rio: o Aporé sobe rápido depois de chuvas na cabeceira, mesmo que em Lagoa Santa o céu esteja limpo. Nas chuvas de outubro a março, pergunte ao barqueiro como está o rio e evite corredeiras com água alta.
  • Tempo fechado: com trovoada à vista, o passeio é adiado. Raio em água aberta é risco real.
  • Pedras: o leito é rochoso. Não pule da lancha em local que você não conhece; os remansos parecem fundos e às vezes não são.
  • Álcool: não combina com rio, sol e corredeira. Deixe para depois do passeio.
  • Sol: chapéu, protetor solar e camisa de manga; o reflexo da água dobra a exposição.
  • Celular: em saco estanque; há trechos sem sinal.

Melhor horário e fotos

O início da manhã é imbatível: água lisa, vento fraco, luz baixa e, entre junho e agosto, névoa sobre o rio, que dá as fotos mais bonitas. O fim de tarde é a segunda opção, com o sol se pondo na direção de Mato Grosso do Sul. Evite o meio do dia, quando a luz é dura e o calor no barco é forte.

Para fotografar, leve a câmera ou o celular com alça e mantenha as lentes secas nas corredeiras. As melhores imagens saem dos remansos, com a mata refletida, e dos trechos onde a lancha corta a água ao amanhecer. Veja exemplos na galeria de fotos.

Combinar com pesca

Muitos visitantes contratam a lancha justamente para pescar. O Aporé é conhecido pela pesca esportiva e sedia o Festival de Pesca da cidade. Se a ideia é pescar, combine com o barqueiro os pontos, o horário (madrugada rende mais) e o que é permitido: respeite o período de defeso, as cotas e as espécies protegidas. Detalhes, iscas e regras estão em Pesca em Lagoa Santa e Festival de Pesca.

Onde contrato o passeio de lancha em Lagoa Santa?

Nas pousadas da Avenida Ulisses Guimarães, junto à orla do rio, ou pelo CIAT, no (64) 3640-1224. A Pousada Sakura, (64) 3640-1119, é uma das referências para rio e pesca.

Quanto custa e quanto tempo dura?

Não há tabela pública; o valor depende do roteiro, do número de pessoas e do combustível. A duração varia de cerca de uma hora a uma manhã inteira. Peça orçamento fechado antes de embarcar.

É seguro levar crianças?

Sim, desde que cada criança tenha colete do tamanho certo, o rio esteja em nível normal e o passeio evite corredeiras. Prefira a manhã, quando o vento é mais fraco.

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